Agenda Temática 04 - Atractividade
Fazer melhor a Universidade
As políticas futuras da Universidade devem ter em linha de conta a dimensão e a posição, os activos e a experiência histórica da instituição. A preservação das infra-estruturas físicas contextualizada na figura do actual Jardim Botânico deve ser mantida como património da instituição, sendo no futuro desejável a concentração no Campus de todas as valências da instituição.
A sustentabilidade ambiental do Campus, expressa na redução da pegada ecológica, deve ser um desígnio estratégico, considerando políticas que privilegiem uma menor utilização energética e um maior recurso a fontes de energia renováveis, a requalificação da construção actual do ponto de vista da conservação de energia e à luz dos desafios de uma “Universidade Inteligente”, das necessidades em acessibilidades e da mobilidade sustentável, mantendo como preocupação a consciencialização da comunidade académica para esta problemática.
A revitalização dos espaços mais degradados ou sub-utilizados deve ser um denominador das políticas futuras, como forma de contrariar a expansão física e territorial e aumentar a sua compacidade.
Esta perspectiva significa vantagens ambientais, promovendo a redução das necessidades de deslocação e ganho na conservação de energia, com a consequente redução de emissões associada à climatização forçada, além de permitir maior proximidade entre as pessoas e facilitar o intercâmbio de informação tácita. A facilitação no Campus é uma opção manter no seu desenho físico e dos edifícios, visando reduzir a dispersão. A nova dimensão da Universidade deve envolver a criação dos denominados espaços de lazer científico, promovendo novas formas de convívio e de interactividade que envolvam as tecnologias de informação e actividades científicas.
Enfrentar as mudanças climáticas também é uma missão da Universidade, não somente no plano do ensino, assumindo o exemplo na modernização da rede de mobilidade proporcionando a circulação pedonal, as ciclovias e os transportes urbanos acessíveis, de forma sustentável e segura, a par da eficiência energética e da sustentabilidade dos recursos naturais. O uso sustentável da água e da energia pode ser alcançado através de soluções avançadas, em termos do tratamento e reutilização de efluentes, da climatização, da iluminação, da qualidade da construção, entre outras.
O Campus deve ser um espaço distinto capaz de atrair e desenvolver talentos de diferentes partes do mundo, sendo um ecossistema que gera sinergias únicas ao combinar ciência, arte, desporto e empreendedorismo. Esta dinâmica deve envolver as principais estruturas físicas e os anfiteatros paisagísticos, as infra-estruturas científicas e tecnológicas nas áreas do saber instalado da UTAD, em paralelo, com a dimensão cultural e o posicionamento na transferência de conhecimento e as plataformas a usar pelos trabalhadores do conhecimento.
A captação de novos públicos também passa por formas inovadoras de atractividade, sendo que a divulgação ao mercado da qualidade da oferta, associada aos resultados consistentes de empregabilidade um factor da sua valorização e uma forma de prestígio.
Por outro lado, a informação sobre os mecanismos de garantia da qualidade, do sucesso educativo e da eficiência pedagógica, deve ser divulgada como estratégia de marketing.
O sucesso destas valências exige a implementação de um plano de comunicação, que valorize as competências da instituição nas novas tecnologias, comunicação e imagem.
Este plano deve envolver mecanismos inovadores como forma de agarrar as próximas gerações à instituição, levando ao ensino secundário formas atractivas de “trazer” e fidelizar os futuros estudantes à UTAD, valorizando percurso e o historial de iniciativas já iniciadas no domínio da Ciência, Tecnologia e Sociedade.
A Europa tem vindo a desenvolver esforços e iniciativas para encaminhar os jovens para áreas específicas, caso das Ciências e Tecnologias, implementando programas com início no jardim-de-infância, como contributo para o advento de jovens empreendedores. As actividades de interface com as plataformas de ciência e Tecnologia devem ser valorizadas desde a entrada dos alunos na Universidade, mantendo sempre como epicentro o empreendedorismo.
3 de fev. de 2009
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