3 de fev. de 2009

Agenda Temática 04 - Atractividade
Universidade Digital

A emergência de “Universidades Inteligentes” permite a criação de ambientes que melhorem as capacidades cognitivas para apreender e inovar, facilitando uma construção colectiva de combinações de competências individuais e de sistemas de informação que operem nos espaços físicos, institucionais e digitais do Campus.

A evolução das Universidades, nas próximas décadas, deve orientar-se na perspectiva de comunicação e do conhecimento, cobrindo um amplo leque de aplicações electrónicas e digitais. Nesta perspectiva, entende-se o Campus como um ecossistema que combina a criatividade individual, a pro-actividade da instituição na aprendizagem e na inovação, sendo a inovação digital um instrumento que facilita a gestão do conhecimento. Neste domínio, deve estar prevista a criação de redes sociais de estudantes e de redes colaborativas inter-universidades visando promoção de grupos multidisciplinares com dimensão internacional.

A Universidade deve caminhar para ambientes que aproveitem as novas tecnologias de informação para criar espaços interactivos que “trazem” a computação para o mundo físico e a incluam como instrumento do quotidiano.

A “Universidade Inteligente” é um sistema de inovação que envolve múltiplos agentes, combinando actividades intensivas em conhecimento, cooperação intra e interinstitucional e infra-estruturas de comunicação. Num primeiro momento, determina como é organizado o trabalho e se desenvolve o funcionamento do Campus, sendo que o intercâmbio e a troca de conhecimento são facilitados pela proximidade geográfica.

Um dos traços distintivos da “Universidade Inteligente” centra-se no desempenho na área da inovação, onde os mecanismos potenciadores são facilitados por espaços digitais e ferramentas online de comunicação e na gestão do conhecimento. As academias inovadoras do futuro assentes em plataformas digitais e ambientes de trabalho cooperativo favorecem a formação de espaços dotados com instrumentos de gestão em
tempo real.

A ligação à sociedade deve envolver formas particulares de “inteligência colectiva” e de inovação em cooperação, reconhecendo o papel fulcral das redes. De forma análoga, deve merecer especial destaque a transferência de tecnologia implicando a passagem do conhecimento de um centro de I&D para organismos receptores “spin-offs”.

Em suma, a valorização da UTAD, ao envolver os contextos mencionados permite ganhar uma dimensão moderna, que se traduza no princípio “Não vivemos num lugar, vivemos o lugar”.

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