5 de fev. de 2009

Agenda Temática 03 - Funcionalidade e Modernidade
Funcionalidade

O novo modelo de governação exige o reforço da capacidade de decisão das unidades orgânicas, escolas, baseado em opções estratégicas quanto às políticas de ensino, de investigação, de organização institucional e de captação de recursos próprios. Uma nova funcionalidade da UTAD exige, obrigatoriamente, a criação de canais internos de comunicação e de tramitação processual mais eficientes. Deve também a Universidade valorizar a gestão integrada de recursos, a consolidação de infra-estruturas tecnológicas e fomentar as competências dos seus recursos humanos.

Nesta perspectiva, a Universidade deve implementar um plano de comunicação institucional que melhore a fluidez e a rapidez de informação entre os diferentes serviços, níveis de governação e unidades de investigação, mantendo como preocupação a garantia de uma cultura de transparência.

A gestão de qualidade deve ser valorizada como forma estruturante de reforço de práticas existentes, visando melhorar a actividade pedagógica e a qualidade da aprendizagem, face às exigências da sociedade. Na óptica da melhoria contínua, este desígnio garante o planeamento e a implementação dos projectos educativos de modo adequado, reforça as motivações e as competências dos docentes e estudantes, melhora os níveis de sucesso e diminui os níveis de abandono escolar.

De igual modo, deve ser privilegiada uma política de renovação centrada numa estrutura que garanta a diversidade institucional e promova uma maior articulação e partilha das suas unidades, casos das estruturas especializadas e das entidades subsidiárias (Instituto de Trás-os-Montes para a Investigação e Desenvolvimento Agro-Industrial e a Fundação Rei D. Dinis). Desde logo, e por motivos já mencionados, deve ser implementado um plano de comunicação institucional que aumente a fluidez de informação entre os diferentes serviços, níveis de governação, Escolas e centros de investigação.

A melhoria da funcionalidade também exige transformações que passam pela distinção entre administrar a instituição numa perspectiva burocrática e de simples observância de leis e regulamentos e gerir numa perspectiva de mercado, mais participada e com descentralização de responsabilidades e definição de resultados. No plano dos recursos humanos, as instituições devem equacionar novos processos de planeamento, selecção e recrutamento, equacionando o recurso a instrumentos alternativos de gestão, casos do “downsizing” e de ”outsourcing”.

Em linha de conta com a dimensão da Universidade alargada às recentes realidades de I&D e inovação, a melhoria da funcionalidade deve privilegiar as estruturas especializadas e as entidades subsidiárias. O reforço destas estruturas pode significar novas dinâmicas centradas nos recursos existentes, no domínio das actividades de extensão, de prestação de serviços à comunidade e de ligação à sociedade, de difusão e transferência de conhecimento, bem como de valorização económica do conhecimento científico.

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