As mudanças demográficas, tecnológicas e geoeconómicas mais influentes na estruturação dos países desenvolvidos informam as actuais políticas públicas, sendo a Universidade chamada a assumir progressivamente um papel mais interventivo e decisivo no desenvolvimento sócio-económico. Numa sociedade do conhecimento, a Universidade deve definir modos alternativos de intervenção e novas dinâmicas com efeitos ao nível da competitividade, da atractividade e da transferência dos saberes. A ambição internacional da formação, da investigação e da vulgarização do conhecimento, exige uma atitude inovadora das instituições que permita dar resposta aos desafios de uma sociedade em que o local é cada vez mais decisivo e importante para o global.
O novo regime jurídico das instituições de ensino superior criou as condições que permitiram o aprofundamento e as modificações do Governo da UTAD expressas nos novos Estatutos. Este novo formato determina que a Universidade deve consolidar a sua identidade e a sua missão na criação e difusão de cultura, na produção e transferência de conhecimento, no desenvolvimento e vulgarização de tecnologia, na economia do conhecimento e da inovação, devendo manter as suas atribuições na coesão territorial e de responsabilidade social.
O novo formato desenhado para a UTAD determina uma nova funcionalidade, sustentada num modelo unitário de gestão institucional sob a coordenação geral de órgãos de governo comuns, onde devem convergir quer os projectos partilhados e suportados pelos serviços, quer as estruturas especializadas transversais bem como as entidades subsidiárias de direito privado. Este cenário confere ao Conselho Geral funções e responsabilidades que exigem, a definição de uma Visão de Futuro para a UTAD, sustentada em estratégias que reforcem o seu papel no espaço europeu de ensino superior e da Ciência.
O Programa de Acção que se apresenta de seguida, submetendo-o ao escrutínio dos Doutores, pretende dar continuidade à reflexão e diálogo dinamizados por um grupo de colegas das diversas áreas científicas. Mantendo a mesma determinação, continuaremos a incentivar e a acolher a participação de todos os que quiserem pensar a Universidade e dar corpo a este projecto, porque acreditamos, com convicção, que dela depende o Futuro da UTAD.
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Somos um grupo de professores e investigadores da UTAD que não representa interesses de qualquer ideologia e que não acolhe ideias baseadas em projectos de poder pessoal ou de índole extra-académica;
Somos um grupo de professores e investigadores com experiência e perfil académico e científico nas diversas áreas de competência da UTAD, uma geração cujo dinamismo é vital para inovar, empreender e desenvolver projectos alternativos para a Universidade;
Por isso, queremos a renovação da Universidade, sabemos que é necessária uma nova atitude para a modernização e a atractividade da instituição e acreditamos, com ambição, numa nova ideia para garantir o futuro da UTAD.
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01. Consolidar a missão da UTAD na criação e difusão de cultura, na produção e transferência de conhecimento, no desenvolvimento e vulgarização de tecnologia, na qualificação da sociedade, na economia do conhecimento, mantendo a atitude de responsabilidade social;
02. Dar um novo impulso na definição de orientações estratégicas que confiram uma nova centralidade no binómio ensino / investigação, num quadro de referência internacional;
03. Preservar a coesão institucional da Universidade entre as Escolas e os Departamentos respeitando diferentes modos de organização e do saber, sempre garantindo a ampla participação da comunidade académica;
04. Incentivar uma nova atitude no modelo de governação estratégica, ao nível das políticas de ensino, de investigação e de organização, exigindo liderança na previsão, na programação e na execução;
05. Criar condições para o desenvolvimento de novas formas de associação ou de cooperação da instituição com o exterior, ou de unidades orgânicas suas, envolvendo instituições públicas ou privadas de investigação e desenvolvimento, baseadas em critérios de agregação territorial ou sectorial;
06. Incentivar uma nova ambição internacional, desde a integração em redes ao estabelecimento de relações sólidas de parceria e de cooperação com organizações científicas internacionais, privilegiando os novos desafios europeus e da lusofonia;
07. Assumir o Conselho Geral como um órgão que garanta a transparência da gestão da Universidade e que valorize a criação de sistemas de avaliação e de garantia da qualidade da actividade desenvolvida pela instituição;
08. Valorizar a implementação de políticas de modernização e de atractividade da Universidade, traduzindo-se na flexibilidade de procedimentos administrativos e numa política de proximidade na gestão da instituição;
09. Contribuir para a escolha das personalidades externas a cooptar para o Conselho Geral, seguindo critérios objectivos que garantam o seu papel activo na promoção e desenvolvimento da missão da UTAD;
10. Promover uma reflexão, em tempo oportuno, sobre a escolha do futuro Reitor, de acordo com o que entendemos serem os superiores interesses da Universidade.
Parabéns pelo blogue, é um instrumento de campanha muito útil por permitir a participação da vossa academia na discussão das ideias apresentadas pela lista C para a eleição do Conselho Geral.
ResponderExcluirEste órgão, se bem utilizado, pode ter um papel fundamental no acompanhamento do reitor e no planeamento estratégico das acções da universidade.